Meio Político

O Brasil vira as costas para seus filhos e ainda quer receber presente

No Brasil, o dia dos pais foi comemorado pela primeira vez em 1953, no dia 16 de agosto. Ao contrário do que ocorreu nos EUA, essa data não foi pensada como forma de homenagem local e simples, que se alastrou depois, sem planejamento. Na verdade, ela foi pensada por um publicitário chamado Sylvio Bhering, à época diretor do jornal O Globo e da rádio homônima.

O objetivo de Bhering era tanto social quanto comercial. A tentativa inicial foi associar a data ao dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus Cristo, que é comemorado em 16 de agosto, no calendário litúrgico da Igreja Católica, já que a população brasileira era predominantemente constituída de católicos. No entanto, nos anos seguintes, a data também foi deslocada para um domingo, o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje.

Embora com a crise econômica que assola os brasileiros os filho são induzidos pelo apelo comercial a comprar um presente para o seu pai, nem que seja uma simples lembrancinha comprada em uma dessas lojas de produtos produzidos na China.

O governo apela aos brasileiros para que consumam, segundo ele, isso vai ajudar a roda da economia girar e, consequentemente, tirar o país da crise econômica. Só que esse mesmo governo que pede, não é capaz de oferecer o mínimo necessário aos seus “filhos”; um emprego, por exemplo. São mais de 14 milhões de desempregados e sem esperança de encontrar uma vaga no mercado de trabalho. Endividados e com os nomes negativados nos órgãos de proteção de credito, estão fora dessa realidade de consumo.

São “filhos” que o país deu as costas. Não sendo reconhecidos como filhos, São invisíveis, abastados. Vistos apenas como eleitores e contribuintes, é cada vez menor o sentimento patriótico entre os mais de 200 milhões de brasileiros.

Neste ano somos convidados para uma festa, chamada de festa da democracia. Um convite estranho, nele está escrito: se não comparecer será punido. E a punição vem de várias formas, com restrições tipo, não participar de concurso público – como se o governo oferecesse várias oportunidades, não abrir conta em banco – como se desempregado e liso fosse recebido por quem mais ganha dinheiro nesse país, os banqueiros.

As últimas pesquisas mostram que os “filhos da pátria” não estão demonstrando interesse em participar dessa festa, muito menos presentear àqueles, que ao invés de presente, merecem uma tapa na cara.

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